Segundo informações apuradas pela reportagem do Acorda Cidade, o suspeito do crime, foi identificado como Pedro Mendes de Carvalho, 58 anos, companheiro da vítima, com quem se relacionava há cerca de três anos. O homem, que trabalhava como pedreiro, tentou tirar a própria vida após o crime e foi socorrido por policiais militares da 66ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mas não resistiu aos ferimentos. Em entrevista ao Acorda Cidade a delegada Fernanda Gabriela, que presidiu o levantamento cadavérico, informou que a vítima foi atingida por seis disparos de arma de fogo.Quando nós chegamos aqui, encontramos o corpo dela sob o sofá, atingida por quatro disparos na região do peito e dois na região da testa. As investigações preliminares apontam que se trata de um feminicídio, seguido de um suicídio”, explicou. De acordo com a delegada, o casal já tinha se separado, reataram o relacionamento, e que testemunhas ouviram discussões entre eles no período da noite. “Até o momento o que a gente sabe, é que o casal brigava constantemente, eles teriam rompido o relacionamento e reatado recentemente. Alguns vizinhos informaram que durante a noite ouviram discussões, brigas entre o casal. Até o momento é só isso que a gente sabe”, concluiu. Segundo Fernanda Gabriela, a arma utilizada no crime, foi um revólver calibre 38. Ao Acorda Cidade, a delegada explicou que na residência não existia sinais de arrombamento, mas há indícios que antes do crime, houve luta corporal entre o casal. “Na casa não tinha nenhum sinal de arrombamento, inclusive, tem uma grade antes da porta principal, a porta principal também estava intacta, sem nenhum sinal de arrombamento. No interior da residência aparentava ter havido uma luta corporal entre os dois, pois o painel de televisão, o rack, estava caído sob a vítima Vanessa. O quarto tinha também um desalinho, um ventilador quebrado, mas não foi dado falta de nenhum objeto, inclusive, tinha celulares próximo à vítima, a televisão estava no local. Então não tem sinal de que uma terceira pessoa tivesse entrado no imóvel”, disse. A Polícia Civil irá ouvir familiares e testemunhas para encerrar o inquérito. “No hospital a gente não teve oportunidade de falar com o suspeito, pois ele estava sendo atendido na sala vermelha. Os médicos tentavam reanimar e a informação que nós temos é de que ele veio a óbito. Nós ainda vamos ouvir os familiares, vamos ouvir testemunhas, para ao final, concluir o inquérito policial. Se for confirmada essas informações que nós temos, nós sugerimos o arquivamento do inquérito em decorrência da morte do autor”, concluiu.
Fonte: Acorda cidade
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